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2.2.09

A última vingança

«Ponho fim à minha vida voluntariamente porque não posso continuar a trabalhar. Nenhuma das pessoas que me rodeia está envolvida nesta decisão. Só existe um responsável: Fidel Castro. Os sofrimentos do exílio, as penas do desterro, a solidão, as enfermidades que tenha contraído no desterro, não as teria certamente sofrido se tivesse vivido livre no meu país.
Exorto o povo cubano, tanto no exílio como na Ilha, a que continue a lutar pela liberdade. A minha mensagem não é uma mensagem de derrota, mas luta e de esperança.
Cuba há-de ser livre. Eu já o sou.»

Reinaldo Arenas, carta de despedida, a última da correpondência trocada com um casal cubano exilado em França, que o ajudou a publicar livros na Europa e que o ajudou a sair da Ilha. Todas estas cartas vão ser agora publicadas.

A vingança, porém, ainda não chegou...